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Coronavírus e a saúde mental

Coronavírus e a saúde mental

O coronavírus (COVID-19) vem nos desafiando e obrigando a desconstruir a nossa fantasia de controle da realidade e da nossa própria vida. Em tempos de incertezas e instabilidade, nos vemos obrigados a abandonar as nossas rotinas e a nos isolarmos. Somos postos a um inimigo desconhecido e invisível, e ainda não sabemos ao certo quando tudo irá se normalizar.

Cada um de nós tem a sua história de vida e estrutura emocional singular, o que impacta de forma diferente na maneira em como lidamos com esse momento. Há aqueles que negam a sua gravidade, dizem que há um certo exagero, que são invulneráveis, que há uma manipulação da mídia ou que existe uma teoria da conspiração. Outros já não falam mais sobre outra coisa, se desorganizam ao ponto de serem tomados não pelo medo, mas pelo pânico e paranóia.

Muitos planos foram adiados, o trabalho está ameaçado e se instala uma grande preocupação em não conseguir pagar as contas. Agora com mais tempo em casa e às vezes tendo que conviver o período todo com a família, entramos em contato com conflitos que escondíamos na rotina frenética do trabalho. Os workaholics agora vêem de maneira escancarada, o vazio e ausência de sentido de suas vidas. A doença e a morte nos assombram mais intensamente.

É compreensível que a maior convivência com os familiares, a instabilidade econômica, o confinamento e o adoecimento em si gerem mais ansiedade, inquietação e irritação. Mas no decorrer dos dias, para enfrentarmos essa situação, é esperado que aos poucos nos adaptemos e nos organizemos emocionalmente.

Dentro do possível, alguns recursos podem ser úteis para enfrentarmos tudo isso. Para nos dar maior direção e referência, o que é muito necessário em nossa vida, é interessante criar uma rotina semelhante à que você tinha antes. Como manter o mesmo horário de trabalho e almoço. Incluir exercícios físicos e, até aproveitar esse tempo para fazer cursos ou projetos que estava postergando.

Além disso, somos seres sociáveis, mesmo com o distanciamento, é interessante manter uma rede de conexões, mesmo que seja virtual.

Fique atento às suas angústias e se necessário busque ajuda especializada.

Mariana Nabhan
Psicóloga – CRP 06/114197

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